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Ansiedade

De um modo geral os seres vivos quando sujeitos a uma ameaça reagem com um conjunto de respostas que correspondem a duas formas básicas de lidar com o perigo : a fuga ou a luta.

Este conjunto de respostas denomina-se
Ansiedade e no homem é constituido por aspectos psicológicos e físicos.

Aspectos psicológicos

o medo,

a apreensão,

a inquietação,

o estreitamento do campo da atenção,

a preocupação,

a atitude de alerta,

a irritabilidade,

e a insónia.

Aspectos físicos

a tensão muscular,

aumento da frequência cardíaca e respiratória,

tonturas,

sudação,

boca seca,

e desejo de urinar ou evacuar.



A estes dois tipos de sintomas acrescenta-se em muitos estados de ansiedade, o comportamento de evitamento da situação ou objecto considerado como ameaça, que se denomina comportamento fóbico e também um intenso mal-estar ao pensar ou ter a expectativa que vai enfentar essa ameaça e que se denomina ansiedade antecipatória.

Se bem que os sintomas sejam semelhantes em todas as perturbações ansiosas, cada perturbação tem um padrão característico.

Apresentam-se seguidamente algumas das principais perturbações de ansiedade:

Perturbação da Ansiedade Generalizada

Perturbação de Pânico

Perturbação Obsessiva Compulsiva

Ansiedade Social

Ansiedade Social consiste no medo excessivo e persistente de situações sociais ou de desempenho evitando frequentemente essas situações.

Este medo é tão importante que perturba o normal funcionamento diário e social do indivíduo. As pessoas com ansiedade social sentem um medo intenso e persistente, de serem observadas ou julgadas pelos outros ou de se sentirem embaraçadas ou humilhadas pelo seu próprio comportamento em frente de outras pessoas.

Esta perturbação também se pode denominar Fobia Social, pelos marcados comportamentos de evitamento social que determina

 

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Aspectos Gerais

A principal característica desta perturbação consiste em sintomas de ansiedade muito persistentes e que ocorrem em diferentes circunstâncias do quotidiano.

As pessoas com esta perturbação têm sempre uma atitude apreensiva relativamente ao futuro, preocupam-se excessivamente com múltiplos aspectos do quotidiano, como o trabalho - as responsabilidades, as decisões, os prazos, o rendimento - a saúde e bem estar dos familiares- preocupação que algo lhes possa acontecer, valorização excessiva de pequenos problemas de saúde, os problemas da escola - os azares e vicissitudes do dia-a-dia - os atrasos dos familiares, problemas com o carros,com a casa , com o tempo, atrasos aos encontros - as questões económicas - controlo das despesas, pagar a luz, a água, a renda, a escola, etc.

Este sem número de situações é a preocupação fundamental destas pessoas que enfrentam o quotidiano com apreensão e tendência à ruminação.sobre estes assuntos, apresentando um mal-estar intenso e desproporcionado à situação.

O que é que se sente

Os principais sintomas são por um lado a preocupação e apreensão generalizadas relativamente a múltiplas situações. Esta preocupação e apreensão é muito difícil de controlar e mais duradoura que o habitual.

Por outro lado ocorrem sintomas físicos e psíquicos, designadamente:

tensão muscular (como dores nas costas, ombros);

agitação,

nervosismo,

dificuldade de concentração ou de memória;

sensação de cabeça vazia,

irritabilidade fácil e intolerância ao ruído,

cansaço fácil.

Ocorrem tambem alterações do sono como dificuldade em adormecer ou manter-se a dormir, sono agitado ou interrompido, ou sensação de que o sono não foi satisfatório.

Caracteristicamente a pessoa com esta perturbação apresenta-se com aspecto cansado, tensa, inquieta, trémula, com suores, nomeadamente das mãos, manifestando qualquer dos sintomas físicos e psiquícos já referidos.

As crianças e adolescentes com esta perturbação preocupam-se excessivamente com a escola, com o seu desempenho, mesmo que não estejam a ser avaliados, com o cumprimento de regras, sendo muito perfeccionistas e inseguras, procurando sempre a aprovação e reconhecimento dos que as rodeiam.

Os adultos com esta patologia queixam-se habitualmente de terem sido sempre ansiosas.

Qual a frequência desta Perturbação?

Ao longo da vida esta perturbação pode ser encontrada em cerca de 5% das pessoas e aparentemente 2/3 são mulheres.

Tal como outras perturbações de ansiedade a evolução é crónica com flutuações. requerendo um tratamento prolongado. O seu início ocorre habitualmente na infância ou adolescência e é menos frequente no jovem adulto.


Como é que se trata?

O tratamento habitual consiste nos psicofármacos, ou psicoterapia ou ambos.

Dada a evolução da perturbação o tratamento pode ser prolongado.

Entre os fármacos utilizados salientam-se os Inibidores Específicos da Recaptação da Serotonina, como a Paroxetina.

Os Inibidores Específicos da Recaptação da Serotonina são um grupo de fármacos que aumenta o nível de serotonina no cérebro. Esta substância está aparentemente envolvida nas Perturbações Ansiosas e Depressivas.

Síndrome do Pânico

Aspectos Gerais

O aspecto mais importante da Perturbação de Pânico consiste na ocorrência de ataques de pânico ou seja, ataques súbitos e repetidos de ansiedade, acompanhados de intenso medo de uma consequência física catastrófica, como morrer ou ter um ataque de coração, pelo que a pessoa tem receio de voltar a ter novos ataques.

Estes aspectos podem ser tão importantes e ameaçadores, que a pessoa com esta perturbação pode evitar ou sentir intenso mal-estar em situações onde pensa poder ocorrer um ataque de pânico (agorafobia).

O que é que se sente?

Nos ataques de pânico - episódios de intenso medo - predominam os sintomas físicos, que podem ser palpitações, aumento da frequência cardíaca, dificuldade em respirar, sensação de sufoco, aumento da frequência respiratória, desconforto ou dores no peito (tremores, suores, parestesias (formigueiro), sensações de frio ou calor, mal estar abdominal ou náusea, tonturas, sensação de cabeça vazia, sensação de desmaio, desrealização - sensação de que o mundo parece estranho ou irreal - e despersonalização - sensação de se sentir separado de si mesmo, como num sonho.

Não é, no entanto, necessário que todos estes sintomas estejam presentes, basta alguns.

Os ataques de pânico e o medo de consequências catastróficas levam a pessoa a ir a inúmeras consultas, e realizar exames de diversas especialidades, no sentido de "descobrir" a causa dos ataques.

Invariavelmente, os exames revelam-se negativos ou com alterações mínimas que não explicam os ataques, mas a pessoa não convencida com estes exames mantém o receio das crises de pânico e pode continuar a fazer examese consultas.

Habitualmente só ao fim de bastante tempo, meses ou mesmo anos, a pessoa é encaminhada para uma consulta de psiquiatria.

Qual a frequência desta perturbação?

Esta perturbação é relativamente frequente, atingindo uma prevalência de cerca de 3% ao longo da vida, mas nos cuidados primários e em consultas de especialidades médicas a prevalência pode atingir os 30%.

Entre 30 % a 60 % das pessoas com Perturbação de Pânico têm também Agorafobia.
A perturbação inicia-se habitualmente numa idade jovem - adolescente ou jovem adulto-e tem normalmente uma evolução crónica com muitas flutuações.

Para muitos indivíduos esta perturbação pode ser muito incapacitante, especialmente pela agorafobia associada.

Como é que se trata?

O tratamento consiste fundamentalmente na toma de medicação ou em psicoterapia, ou ambas.

Entre os fármacos utilizados salientam-se os Inibidores Específicos de Recaptação de Serotonina, como a Paroxetina. Os Inibidores Específicos de Recaptação de Serotonina são um grupo de fármacos que aumenta o nível de serotonina no cérebro. Esta substância está aparentemente envolvida nas Perturbações Ansiosas e Depressivas.

Considerando a evolução flutuante ou crónica, a medicação poderá prolongar-se por um longo período

 

Abordagens Alternativas

Abordagens alternativas

Meditação

Homeopatia

Fitoterapia

Hipnoterapia

 

 

Meditação

A meditação pode ajudar as pessoas com ansiedade tornando-as mais calmas e menos vulneráveis ao stress e à tensão. As pessoas que praticam exercícios de meditação têm um papel activo no seu tratamento, ensinando-se como acalmar ou esvaziar a sua mente. Vários estudos clínicos mostraram que durante a meditação o corpo altera-se para estados que são benéficos para as pessoas com ansiedade: Por exemplo, a velocidade metabólica baixa e a tensão alterial diminui. Estudos também revelaram a redução da ansiedade com a Meditação Transcendental (TM),um tipo de meditação usado na Medicina Ayurvédica.

A meditação pode ser feita várias vezes durante a semana (mesmo diáriamente) ou mesmo antes de um acontecimento que provoque ansiedade como por exemplo, quando se vai fazer um discurso.

Aqui tem um exemplo de meditação que poderá ser feita todas as manhãs: sente-se no chão com as pernas cruzadas, mantendo a coluna direita. Use uma almofada se necessário. Tente eliminar o maior número de ruídos e distracções possível, incluindo desligar o telefone. Escolha uma palavra que seja agradável ou significativa para si (mantra). Mentalmente repita a sua selecção, uma e outra vez. Tente fazer isto durante 20 minutos. Se a sua mente se desviar para outro pensamento, traga-a de novo, suavemente, para o processo de de repetir a sua palavra ou som.

 

Homeopatia

A medicina homeopática é particularmente activa em condições psicológicas como a ansiedade. O tratamento estimula o regresso à normalidade da mente e do corpo. A homeopatia usa doses altamente diluidas de substâncias naturais, que originariam os mesmos sintomas de ansiedade se usadas sem diluição e tomadas por uma pessoa normal. As substâncias são extraídas de plantas, minerais e de animais. A homeopatia clássica fabrica um remédio individual para cada paciente, dependendo dos sintomas particulares apresentados pelo mesmo assim como do seu estado psíquico e físico.

 

Fitoterapia

Várias plantas têm a característica de actuar sobre o sistema nervoso, originando estados de relaxamento e tranquilidade. Outras podem relaxar músculos tensos, aliviar dores de cabeça originadas pelo atress, acalmar o estomago e ajudar a dormir.

Hipnoterapia

A hipnoterapia defende que as pessoas com ansiedade poderão aprender a aliviar a sua tensão e responder efectivamente a situações stressantes se as suas mentes estiverem preparadas para tal. Durante o transe hipnótico, a mente subconsciente recebe sugestões positivas, que são selecionadas de acordo com as situações que fazem disparar um estado de ansiedade.

Exemplos destas sugestões poderão incluir "Cada dia sinto-me melhor acerca de mim prório e as outrs pessoas notam isso." "Encontar o meu patrão não é uma coisa má; a comunicação torna o meu trabalho mais agradável e mais fácil. Os tratamentos poderão ser feitos por um Hipnoterapeuta ou por uma pessoa que sofra de ansiedade (auto-hipnose).

Aqui tem um exemplo de auto-hipnose para alguém que esteja a sofrer de ansiedade antes de falar em público:

Sente-se numa posição confortável.

Feche os olhos e respire lenta e profundamente, concentrando-se em cada inalação e expiração. Imagine que que entra num elevador no topo de um arranha-céus. A porta fecha-se e você começa a sua viagem de descida. Olhe para o painel que vai marcando os andares que vai passando. Concentre-se em cada número que aparece no painel. À medida que os números vão decrescendo, você vai ficando cada vez mais profundamente relaxado. Imagine-se agora a sair do elevador e a entrar num salão confortável, decorado ao seu gosto. Desloque-se pelo salão à sua vontade. Quando se sentir pronto, encontre uma cadeira de convidado e sente-se. Mentalmente, repita: "Tenho óptimo aspecto e sinto-me confortável ao estar na tribuna. Eu estou preparado para falar de um assunto que conheço perfeitamente e que me dá muito prazer falar." Estou a afalar para pessoas que me admiram e que estão genuinamente interessadas no naquilo que tenho para dizer."

Quando se sentir preparado para deixar o estado hipnótico, conte de 10 a 1, sugerindo a mesmo que estará relaxado e seguro.

Sídrome do Pânico

Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico?

Como se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas fica difícil de se perceber). Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo os orgãos sexuais. Eles podem incluir :

Contração / tensão muscular, rijeza

Palpitações (o coração dispara)

Tontura, atordoamento, náusea

Dificuldade de respirar (boca seca)

Calafrios ou ondas de calor, sudorese

Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade

Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a
acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento

Confusão, pensamento rápido

Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso

Medo de morrer

Vertigens ou sensação de debilidade

Uma crise de pânico dura caracteristicamente vários minutos e é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras (se não tratar). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico

O que é o transtorno do pânico?

Transtorno do pânico é um problema sério de saúde. Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo pôr o pé fora de casa. Neste estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com agorafobia. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais.

O que causa o transtorno do pânico? Por que ele ocorre?

De acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.

O transtorno do pânico é um problema sério?

O T.P. já é considerado um problema sério de saúde. Atualmente 2 a 4% da população mundial sofre deste mal, que acomete mais mulheres do que homens em uma proporção de 3 para 1. Há muito que o T.P. deixou de ser um diagnóstico de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica. As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira "via-crucis" a diversos especialistas médicos ("doctor shopping") e após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico do "nada", o que aumenta sua insegurança e seu desespero. Por vezes esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça. Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e de que não existe tratamento para tal patologia.

O T.P. é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado com tratamentos específicos. Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave. Frequentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm a crise de pânico e podem passar desnecessariamente por extensos exames médicos para excluir outras doenças.

Os médicos em geral tentam confortar o paciente em crise de pânico, fazendo-o entender que não está em perigo. Mas estas tentativas podem às vezes piorar as dificuldades do paciente: se o médico usar expressões como "não é nada grave", "é um problema de cabeça" ou "não há nada para se preocupar", isto pode produzir uma impressão incorreta de que não há problema real e de que não existe tratamento ou de que este não é necessário, conforme já comentado.

Qual é a população atingida?

As pessoas que tem o T.P., em sua maioria, são pessoas jovens (faixa etária de 21 a 40 anos), que encontram-se na plenitude de suas vidas profissionais. O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do T.P., costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são pessoas extremamente produtivas à nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são bastantes exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos, alto nível de criatividade, perfecionismo, excessiva necessidade de estar no controle e de aprovação, auto-expectativas extremamente altas, pensamento rígido, competente e confiável, repressão de alguns ou todos os sentimentos negativos (os mais comuns são, o orgulho e a irritação), tendência a ignorar as necessidades físicas do corpo, entre outras. Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de stress acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e consequentemente o aparecimento do T.P..

Vale ressaltar ainda que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy, etc), podem aumentar a atividade e o medo promovendo alterações químicas que podem levar ao T.P..

Existe tratamento para este problema?

Existe uma variedade de tratamentos para o T.P.. O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não produzam risco de dependência física dos pacientes. Numa segunda etapa prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de uma maneira menos estressante. Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma nova forma de viver onde se priorize a busca de uma harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada com esse objetivo.

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de T.P. entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e que queira fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do seu equilíbrio pessoal.

Para as pessoas que não tem, e para as que possam vir a conviver com o problema:

O T.P. não é loucura, nem "frescura". Infelizmente é comum que os distúrbios psíquicos sejam interpretados como simples fraqueza de caráter. O melhor jeito para conviver com uma pessoa que passou pelo T.P., É compreender pelo que a pessoa passa; fazendo com que essa pessoa saiba que você entende o que se passa com ela, isso irá tranquilizá-la, trazendo bem-estar, pois é bem difícil se ter um "ataque", perante uma pessoa ou ambiente que conheça o problema, junto com um "tratamento", preferencialmente, tratado por um psiquiatra. Pois os que sofrem com o transtorno do pânico são ótimas companhias, devido a sua sensibilidade apurada, pois uma experiência ruim algumas vezes frutifica em crescimento interior. E sempre mantenha essa pessoa normalmente convivendo com suas atividades, percebendo as suas limitações e não "forçando nenhuma barra". Aos poucos a vida volta a normalidade.


O Transtorno do Pânico é comum, pode ser claramente definido, diagnosticado e tratado;

O conhecimento obtido através da pesquisa está resultando num aperfeiçoamento da diagnose,
tratamento e qualidade de vida das pessoas que sofrem do distúrbio do pânico;

Preparação profissional: Com o aumento da informação, tornando as pessoas cientes do distúrbio, assim médicos e profissionais de saúde mental, devem se preparar para o diagnósticar e/ou tratar do distúrbio
do pânico. Além do uso de antidepressivos, é muito comum a utilização de ansio
líticos que são conhecidos como Benzodiazepínicos: Al;prazolan(Fron
tal, Clonazepan (Rivotril), Diazepam (Diempax, Valium, etc.).
Apesar de muito utilizados, os resultados obtidos tendem a ser parci-
ais, pois conseguem combater alguns sintomas da cride que esta   a-
contecendo, mas não impedem o aparecimento de novas crises. Além disso tendem a deixar o paciente sonolento, sem contar o risco de levar o paciente à dependência. Não devem ser utilizados por longos
períodos de tempo, pois o organismo tende a se acostumar e passa a exigir doses maiores para ter o mesmo efeito.
Ainda em relação a drogas que combatem sintomas dos ataques de
pânico, podemos citar os beta-bloqueadores (inderal, Propranolol) que diminuem a taquicardia que em alguns pacientes parece ser o pior dos sintomas.
De qualquer forma a melhor pessoa para indicar e acompanhar seu tratamento, do ponto  de vista   medicamentoso, é o psiquiatra. Desa-
conselhamos a auto-medicação, pois qualquer medicamento tomado
de forma incorreta pode ser mais prejudicial do que benéfico.
Uma outra razão importante para procurar um médico que conheça o problema é que ele poderá orientar quanto à investigação do seu pro-
blema procurando descartar outras condições clínicas que possam causar sintomas parecidos com um ataque de pânico. Entre as várias
patologias que devem ser decartadas podemos citar:

   Doenças Endócrinas(hipertireoidismo, feocromocitoma, etc.)
   Doenças Cardiovasculares (Infarto do miocárdio, arritmias,PVM.
   Doenças respiratórias (asma brônquica, hipoxia, etc.)
   Doenças neurológicas (tumores cerebrais, epilepsia, cefaléias.
   Disfunções metabólicas (acidose, desidratação, etc.)
   Intoxicação por drogas (cocaína, anfetamina, cafeína, álcool,etc.)
   Síndrome tensão pré-mestrual
      Muitas vezes não há necessidade de se realizar dezenas de exa-
      mes laboratoriais bastando um bom histórico clínico para que o
      médico possa descartar certas doenças

 

 

TESTE DE FOBIA

Parte superior do formulário

  1. Você sente medo desproporcional a insetos, animais, sangue, altura, água, elevadores ou outros?
    Sim, há mais de 6 meses.
    Sim, há menos de 6 meses.
    Não são todas as vezes, mas sinto um desconforto.
    Não sinto este medo desproporcional.

    2. Mesmo sabendo que este medo pode ser irreal, só de imaginar a situação de confronto, você se sente ansioso(a)?
    Reajo assim há mais de 6 meses.
    Reajo assim há menos de 6 meses.
    Não são todas as vezes, mas sinto um desconforto.
    Não me mobilizo emocionalmente.

    3. Quando você se expõe a situação que provoca o medo generalizado, você reage imediatamente podendo assumir uma forma de ataque do pânico?
    Reajo assim há mais de 6 meses.
    Reajo assim há menos de 6 meses.
    Não são todas as vezes, mas sinto um desconforto.
    Não me mobilizo emocionalmente.

    4. Geralmente você evita as situações que possam fazer com que venha a confrontar o objeto ou situação provocadora deste medo intenso?
    Reajo assim há mais de 6 meses.
    Reajo assim há menos de 6 meses.
    Não são todas as vezes, mas se eu puder evitar o lugar/objeto, eu o evito.
    Não mudo a minha rotina por isso.

 

Entenda como os transtornos de humor (depressão) e ansiedade são considerados as doenças do próximo milênio.

      Por mais que se tente, ninguém sente (ou talvez jamais sentirá) a dor do outro. E isso vale, principalmente, para a dor com raízes na mente humana, como é o caso da depressão e da ansiedade - dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo.

      Esses males causam um sofrimento terrível.

      Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras e as sensações que provocam - por mais que produzam sintomas identificáveis por um especialista - beiram o intraduzível.

      A dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma. E o pior é que essa dor, de acordo com especialistas e com a Organização Mundial de Saúde (OMS), só tende a aumentar.

      No próximo milênio a mente vai estar mais doente do que nunca. "Os transtornos de humor proliferam como resultado de múltiplos e complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos. Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza", afirmou a OMS num relatório publicado este ano. E mais: "Nas próximas décadas tudo indica que as doenças decorrentes de distúrbios mentais e de problemas neurológicos serão ainda maiores."

      É um paradoxo.

      "Vivemos numa época que teoricamente teria tudo para ser agradável. Os avanços tecnológicos, os procedimentos médicos sem dor", afirma Cláudio Guimarães, médico do Laboratório de Neurociências da Universidade de São Paulo (USP). "E ao mesmo tempo sentimos uma sensação enorme de vazio interior." Segundo a OMS, no mundo todo há cerca de 340 milhões de pessoas com depressão ou transtorno bipolar, dois distúrbios pertencentes ao grupo das doenças afetivas (relacionadas ao humor).

      A organização estima também que uma em cada cinco pessoas vai ter depressão em algum momento da vida e que, a cada ano, devem surgir dois milhões de novos casos da doença.

 

Neuotransmissores

 A depressão não é uma doença biológica com base genética cada vez mais reconhecida? É. E, assim como os transtornos de ansiedade, está relacionada a desequilíbrios de neurotransmissores (substâncias químicas responsáveis pela transmissão de informação entre um neurônio e outro) no cérebro.

      O fato é que a ciência ainda não desvendou totalmente quais são os fatores capazes de desencadear esses desequilíbrios. Sabe-se que a hereditariedade é um ponto importante, mas também sabe-se hoje que fatores ambientais como violência, falta de emprego, separação, perda, problemas conjugais, entre outros, são capazes de afetar a vulnerabilidade de uma pessoa a problemas mentais.

      Por isso, pode-se dizer que os distúrbios da mente têm, além da genética, origens biopsicossociais. São doenças que se manifestam a partir da interação do homem com os outros e com o meio em que vive. Aqui, vale lembrar que não existe ser humano fora do ambiente físico e natural nem distante de uma sociedade.

      Assim como não há peixe fora d'água. "A mente é o cérebro inserido numa cultura", resume Luiz Altenfelder, psiquiatra do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

Comorbidades

As comorbidades mais freqüentes da FS são a fobia simples, agorafobia, depressão e abuso de substâncias. A comorbidade com outros quadros como o Transtorno do Pânico, TOC, Ansiedade Generalizada, Transtorno Bipolar do Humor é menos freqüente mas pode ser encontrada. Alguns princípios podem nortear o tratamento da FS com comorbidades: 1) Não utilizar IMAO em pacientes que abusam do uso de álcool.

2) Quando a comorbidade for depressão, utilizar antidepressivos em doses terapêuticas para depressão; evitar o uso de tricíclicos.

3) No transtorno bipolar do humor a preferência é dada para tratamentos com benzodiazepínicos de alta potência.

4) No transtorno do pânico iniciar com doses baixas de ISRS. Não há necessidade de iniciar com doses baixas de IMAO.

5) No TOC e ansiedade generalizada procurar introduzir tratamentos eficazes, tanto para estas condições como para a FS.

Algoritmo para tratamento da fobia social

- Subtipo generalizado:

1) Iniciar com ISRS

2) Se resultados inadequados após 8-12 semanas de tratamento ISRS + HPB

3) Se resposta parcial ou ausente (4 semanas):

- IMAO
- Observar período de washout dos ISRS

4) Se resposta parcial ou ausente (4 semanas) - IMAO + HPB

5) Outras opções em estudo para o tratamento da FS são:

- bupropiona (300mg/dia)
- venlafaxina (75-300mg/dia)
- nefazodona (300-500mg/dia)
- clonidina (0,1mg-2 vezes/dia)

- Subtipo circunscrito:

1) b-Bloqueadores

2) Se resposta inadequada em duas semanas (b-Bloqueadores + ISRS)

3) ISRS - se resposta inadequada em um mês, associar b-Bloqueadores

4) Se ausência de resposta com ISRS e b-Bloqueadores, utilizar IMAO, evitar o uso dos benzodiazepínicos, pois os mesmos dificultam a habituação e extinção do comportamento fóbico.

 

 

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