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Médico defende analgesia na Odontologia em Palestra no Fórum promovido pelo CFO Essa e outras afirmações, apoiadas em diversas pesquisas e documentos, foram expostas ontem, durante a palestra "Procedimentos, diagnósticos clínicos e cirúrgicos sob analgesia com óxido nitroso". Inicialmente, o médico Mosquera observou um fato significativo: cerca de três quartos de todos os artigos e pesquisas levantados no mundo sobre o tema foram publicados em revistas odontológicas. Com larga experiência no assunto, Mosquera tratou logo de diferenciar anestesia de analgesia. E divulgou um parecer emitido pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), no qual a autarquia diz não deter poderes para impedir que os CDs pratiquem a analgesia. Para Mosquera, isso é uma prova de que não há restrição ao uso do óxido nitroso na odontologia. Em relação ao fato de a Vigilância Sanitária do estado de São Paulo ter publicado portaria que na prática proíbe o uso do analgésico por CDs, o médico anestesista contrapõe com duas informações. Primeira: "Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, este não é um tema definido, mas não há legislação que impeça o uso pela odontologia". Segunda: "O próprio governador de São Paulo, que é anestesista, anulou portaria da Anvisa que proibia o uso da sedação pelos cirurgiões-dentistas". Ao defender o uso da analgesia nos procedimentos odontológicos como uma forma de reduzir o medo e a ansiedade do paciente, Mosquera citou o resultado de uma pesquisa sobre os medos mais comuns das pessoas: o de ir ao dentista aparece em segundo lugar, atrás apenas do medo de falar em público e à frente, quem diria, do medo de altura (3o) e de ratos (4o). Nos EUA, os paramédicos costumam fazer uso do óxido nitroso em acidentados que ficam presos a ferragens por muito tempo. Em muitos países, também é aplicado em mulheres em trabalho de parto. Manuel Mosquera, no entanto, pondera: "Você obrigatoriamente terá de usar um medicamento complementar para analgesia, além do óxido nitroso, que possui efeito muito fugaz". O anestesista recomendou também que se faça sempre a anamnese do paciente antes de aplicar o analgésico. Mais tarde, quando a mesa estava composta por todos os palestrantes, incluindo o professor José Ranali (Unicamp) e o gerente da Anvisa, Newton Wiederhecher, além do secretário-geral do CFO, Marcos Santana, Manuel Mosquera foi categórico ao responder pergunta da platéia sobre possíveis riscos da analgesia inalatória. "O risco é o mesmo da anestesia local". |
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