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A Sociedade Brasileira de Anestesiologia – SBAA Sociedade Brasileira de Anestesiologia – SBA

Dr. Esaú Barbosa Magalhães Filho

DD. Presidente da SBA

Sr. Presidente,

Com surpresa e indignação tomamos ciência recentemente do teor da Circular SAESP 08/03, que, a exemplo de propaganda eleitoral da chapa “SAESP para todos” (Chapa 1), trata com leviandade tema relacionado diretamente a outra profissão da área da saúde.

É oportuno lembrar que o N2O é utilizado na odontologia brasileira e mundial há muitos anos no auxílio ao tratamento de pacientes com alto grau de ansiedade, através da “analgesia consciente”, “analgesia inalatória” ou “sedação consciente”, sem que a técnica empregada pelos cirurgiões-dentistas substitua sequer a anestesia local. Não há objetivo ou possibilidade dos cirurgiões-dentistas empregarem esta técnica para praticar anestesia geral, ato sabidamente de responsabilidade e exclusividade dos médicos anestesiologistas.

Não fosse o artigo da Diretora de Ética da SAEPE no periódico Anestesia em Revista, seria desnecessário dizer que a técnica, da forma como vem sendo praticada pelos cirurgiões-dentistas, respeitando padrões e normas aplicados em diversos paises do mundo e descritos na literatura científica internacional, não deve ser confundida com os recursos empregados pela medicina para obtenção da anestesia geral, ou qualquer outro tipo de sedação. Lembramos, mais uma vez, que uma das principais premissas desta técnica odontológica é a manutenção da consciência do paciente.

Acreditamos que a distorcida visão seja apenas de uma pequena parcela dos anestesiologistas brasileiros. Mas a conduta da atual diretoria da SAESP e da chapa “SAESP para todos”, que pleiteia a próxima gestão desta sucursal da SBA, abordando com leviandade recurso que outra categoria profissional emprega com respaldo legal e responsabilidade no objetivo de propiciar melhor qualidade de tratamento aos pacientes, é bastante questionável.

A necessária regulamentação da técnica, que complementa a legislação que ampara seu uso por cirurgiões-dentistas está em andamento e é de responsabilidade dos cirurgiões-dentistas e órgãos governamentais competentes.

Alertamos a SBA, que se mostrou interessada no tema ao realizar consulta ao Conselho Federal de Medicina, sobre o problema com a intenção de evitar que a visão distorcida de alguns ponha em cheque a imagem de uma instituição e venha a comprometer seu relacionamento com outras profissões que devem ser respeitadas.

Atenciosamente,

Luciano Artioli Moreira

Presidente

São Paulo, 12 de dezembro de 2003.

Dr. Esaú Barbosa Magalhães Filho

DD. Presidente da SBA

Sr. Presidente,

Com surpresa e indignação tomamos ciência recentemente do teor da Circular SAESP 08/03, que, a exemplo de propaganda eleitoral da chapa “SAESP para todos” (Chapa 1), trata com leviandade tema relacionado diretamente a outra profissão da área da saúde.

É oportuno lembrar que o N2O é utilizado na odontologia brasileira e mundial há muitos anos no auxílio ao tratamento de pacientes com alto grau de ansiedade, através da “analgesia consciente”, “analgesia inalatória” ou “sedação consciente”, sem que a técnica empregada pelos cirurgiões-dentistas substitua sequer a anestesia local. Não há objetivo ou possibilidade dos cirurgiões-dentistas empregarem esta técnica para praticar anestesia geral, ato sabidamente de responsabilidade e exclusividade dos médicos anestesiologistas.

Não fosse o artigo da Diretora de Ética da SAEPE no periódico Anestesia em Revista, seria desnecessário dizer que a técnica, da forma como vem sendo praticada pelos cirurgiões-dentistas, respeitando padrões e normas aplicados em diversos paises do mundo e descritos na literatura científica internacional, não deve ser confundida com os recursos empregados pela medicina para obtenção da anestesia geral, ou qualquer outro tipo de sedação. Lembramos, mais uma vez, que uma das principais premissas desta técnica odontológica é a manutenção da consciência do paciente.

Acreditamos que a distorcida visão seja apenas de uma pequena parcela dos anestesiologistas brasileiros. Mas a conduta da atual diretoria da SAESP e da chapa “SAESP para todos”, que pleiteia a próxima gestão desta sucursal da SBA, abordando com leviandade recurso que outra categoria profissional emprega com respaldo legal e responsabilidade no objetivo de propiciar melhor qualidade de tratamento aos pacientes, é bastante questionável.

A necessária regulamentação da técnica, que complementa a legislação que ampara seu uso por cirurgiões-dentistas está em andamento e é de responsabilidade dos cirurgiões-dentistas e órgãos governamentais competentes.

Alertamos a SBA, que se mostrou interessada no tema ao realizar consulta ao Conselho Federal de Medicina, sobre o problema com a intenção de evitar que a visão distorcida de alguns ponha em cheque a imagem de uma instituição e venha a comprometer seu relacionamento com outras profissões que devem ser respeitadas.

Atenciosamente,

Luciano Artioli Moreira

Presidente

São Paulo, 12 de dezembro de 2003.


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