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Ansiedade em Odontologia

Dor de cabeça pode ser tratada com ajuda de cirurgião dentista



 
Também conhecidas como cefaléias, as dores de cabeça não atingem apenas os adultos. Elas também são freqüentes em crianças e podem estar ligadas a sintomas de ansiedade. É o que mostram Maria Angela Gorayeb e Ricardo Gorayeb, ambos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em um estudo que busca identificar a quantidade de crianças, entre 8 e 13 anos, que se queixam de dores de cabeça associadas a sintomas indicativos de ansiedade.

De acordo com o artigo publicado em setembro de 2002 na revista Arquivos de Neuro-Psiquiatria pelos pesquisadores, participaram da pesquisa 374 estudantes, selecionados em escolas públicas estaduais e municipais de ensino fundamental de Ribeirão Preto. Eles foram separados por sexo e proporcionalmente distribuídos entre as séries escolares (de 2ª a 7ª). Segundo Maria e Ricardo, utilizaram-se dois instrumentos para a realização do trabalho. O primeiro é a Escala de Ansiedade Infantil ``O Que Penso e Sinto`` (OQPS), que se constitui em uma escala infantil para auto-aplicação, contendo 28 assertivas referentes a emoções e comportamentos associados à manifestação da ansiedade em crianças. Ela serve para indicar o grau de ansiedade. O segundo é o questionário aos pais, que busca investigar a presença de queixa de cefaléia na criança, a freqüência de apresentação da queixa e a presença de sintomas de ansiedade.

De acordo com as respostas obtidas, as crianças foram divididas em três grupos: sem queixa de cefaléia, com queixa freqüente de cefaléia e com pouca queixa de cefaléia. Constatou-se, de acordo com os pesquisadores, que um pouco mais de 45% dos estudantes não apresentou nenhuma queixa de dor de cabeça, 13,5% queixam-se com freqüência e aproximadamente 41% de vez em quando. Das crianças que disseram ter freqüentemente dores de cabeça, a maior parte é de meninas. Com relação aos sintomas de ansiedade, Maria e Ricardo mostram que os mais citados foram bruxismo (ação de ranger os dentes durante o sono) e agitação, o que reforça, segundo eles a correlação entre ansiedade e cefaléia.

Eles afirmam ainda que esse estudo aponta para a "necessidade de um atendimento integrado médico-psicológico do paciente infantil com queixa de cefaléia, a fim de solucionar os diferentes aspectos envolvidos na problemática e garantir o melhor prognóstico para cada

FONTE REVISTA ARQUIVOS DE NEURO PSIQUIATRIA

 

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